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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Sonho de Einstein: Em busca da teoria do todo, de Pietro Greco

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“O Sonho de Einstein: Em busca da teoria do todo”, de Pietro Greco

    Gênio. Esta é a primeira (e mais recorrente) palavra a qual o público relaciona o mundialmente reconhecido autor da Teoria da Relatividade, o físico alemão Albert Einstein (1879-1955). Curiosamente, no mesmo ano da morte de Einstein nasce o químico, escritor e jornalista italiano Pietro Greco, que muitos anos depois descreve e apresenta seus comentários não só da Teoria da Relatividade, como também dos estudos diferentes daqueles aclamados pela imprensa. Greco, autor do livro “O sonho de Einstein: em busca da teoria do todo” amplia a visão que o senso comum traça de Einstein: os estudos supervalorizados da Teoria da Relatividade atingem cerca de 10 anos de atividade do cientista (1905-1917), ofuscando 40 anos da busca pela unificação entre a relatividade geral e a teoria quântica.


    O livro mostra-se bem completo no quesito contexto pois o autor aborda tanto aspectos históricos quanto a progressão científica desde Galileu até o próprio Einstein. Greco apresenta seu trabalho com dois tipos de panoramas: um curto resumo sobre a vida do físico alemão e outro sobre os objetivos da busca de uma unidade entre as teorias propostas por físicos, matemáticos e químicos da primeira metade do século XX. Com um panorama rápido sobre a vida acadêmica e pessoal de Einstein, Pietro Greco fornece informações ao leitor como o primeiro mestre condutor de Einstein nas ciências da natureza (o estudante de medicina hospedado em sua casa, Max Talmud), suas primeiras leituras de imersão e sua formação acadêmica entremeada aos fatos pessoais. E em segundo lugar, o autor apresenta as escolhas feitas por Einstein ao longo de sua tentativa de unificação do campo gravitacional e do campo eletromagnético: as estratégias teóricas que aparecem com o viés de complementação da teoria de unificação das duas áreas da física (gravitação e eletromagnetismo) são inúmeras e diversificadas, o que implica em recusas (depois de várias tentativas) dos métodos geométricos de grandes cientistas como Theodor Kaluza, Oscar Klein e Bernhard Riemann e manutenção dos preceitos de James Maxwell, Isaac Newton e Max Planck.
    “A natureza possui, portanto, uma profunda unidade. Ou, para usar uma metáfora de Galileu, o livro da natureza é escrito todo na mesma linguagem.” (Greco, 2011, p.33)
    A tendência de Einstein de buscar uma síntese simples e elegante da unificação do campo gravitacional e do campo eletromagnético através da intuição fomentada pela observação da natureza, ao contrário da formalidade restrita da maioria dos físicos teóricos, é o um dos itens que mais chama a atenção em todo livro.
“As teorias físicas não são descobertas de uma verdade escondida, mas criações livres da mente humana. Intuições. (...). Intuímos e elaboramos teorias físicas, portanto, com base em preconceitos metafísicos. Naturalmente nada nos garante que a teoria elaborada por meio da intuição, ou seja, da livre criatividade da mente seja correto.Temos,porém uma maneira eficiente para controlar,a posteriori, a correção do caminho escolhido: a teoria deve aderir fatos conhecidos e prever novos fatos a serem levantados” (Greco, 2011, p.47-48)
Einstein não deve ser considerado um gênio somente pela capacidade intelectual de formular e desenvolver teorias complexas; deve ser considerado um gênio pela característica diferenciadora da união entre a sensibilidade para intuir, a sinceridade da sua insatisfação perante a incompletude de suas descobertas e o caráter mediador entre física e filosofia. A crença de que tudo obedece uma lei e que a realidade não lida nenhum tipo de acaso (“Deus não joga dados com o mundo”) norteia a sua busca pela unidade do todo até os últimos esboços antes de sua morte. Se o sonho é realizado ou não, cabe ao leitor utilizar sua curiosidade para chegar às conclusões finais de Greco sobre o trabalho persistente de Einstein.

“O sonho de Einstein: Em busca da teoria do todo” é um livro direcionado preferencialmente ao público de leituras acadêmicas e específicas da área, mas, por sua vez, entusiastas do campo podem compreender o conteúdo, sem exaustos sacrifícios, pela linearidade, analogias e reiterações muito bem delineadas por Pietro Greco.

Unknown / Perfil

Associação civil sem fins lucrativos formada por alunos do Instituto de Estudos da Linguagem, a Odisseia foi idealizada com o objetivo de preparar seus integrantes para o mercado de trabalho. Seus serviços oferecidos incluem coaching, revisão e análise crítica/parecer crítico; tópicos que estão, de certa forma, inseridos na criação dos cursos de Estudos Literários, Letras e Linguística. Além de oferecer esses serviços, a empresa busca estabelecer um vínculo maior entre os estudantes do Instituto de Estudos de Linguagem da UNICAMP (IEL) e o mercado editorial.

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